Repositório Nacional de Rejeitos Radioativos de Baixo e Médio Níveis de Radiação

Tendo por objetivos a concepção, o projeto e a construção do Repositório Nacional de Rejeitos Radioativos de Baixo e Médio Níveis de Radiação, bem como o seu licenciamento e o comissionamento, o Projeto RBMN está em pleno desenvolvimento no Brasil. O projeto está sendo coordenado pelo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). O início da sua operação está previsto para 2024, quando a instalação, cujo custo estimado é de R$ 120 milhões, estará disponível para receber a classe de rejeitos radioativos gerados no país

Maquete de planta piloto do Repositório de Rejeitos de Baixo e Médio Níveis de Radiação com início de atividades previsto para 2024

O IEBT está atuando in loco na gestão do projeto implantando um sistema de gestão que possibilita o mapeamento e automatização das atividades realizadas, facilitando o processo de comunicação e o fluxo de informações. Paralelamente à implantação desse sistema, são realizadas atividades de controle e monitoramento do projeto no que tange gestão de documentos, cronograma, recursos, orçamento, qualidade, produtividade e riscos.

Transformação digital também é algo que está presente no projeto! Atualmente utilizamos o Project online integrado ao Power BI, como forma de geração e visualização de relatórios de maneira interativa e em tempo real, permitindo um acompanhamento do projeto por parte dos stakeholders.

O repositório será constituído pelas áreas de deposição dos rejeitos, edificações de apoio operacional e instalações para pesquisa e desenvolvimento tecnológico. diversos requisitos técnicos foram estabelecidos na sua concepção. Nesse sentido, o IEBT está desenvolvendo um Plano de Pesquisa e Desenvolvimento do Repositório utilizando a metodologia Roadmapping, uma abordagem utilizada para a identificação, definição e mapeamento de estratégias, objetivos e ações relacionados com a inovação em um organização ou negócio. O Plano de Capacitação Pessoal para o repositório também está sendo desenvolvido pelo IEBT, com o objetivo de para atingir eficiência dos recursos humanos para o Repositório, ou seja, trata-se da identificação e gestão das necessidades de capacitação dos colaboradores frente às competências de cada indivíduo.

Confira agora algumas razões para o empreendimento e entenda a importância de um bom gerenciamento do projeto:

  • A capacidade de armazenamento, principalmente na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, está próxima ao esgotamento.
  • O inventário de rejeitos demanda soluções unificadas para seu tratamento e armazenamento, buscando técnicas modernas, dentro dos conceitos de segurança radiológica e física, evidenciando o controle de todas as etapas de seu gerenciamento
  • O compromisso com as gerações futuras é um dos princípios básicos da sustentabilidade e da GRR. O Repositório cumpre plenamente este compromisso, pois deixará visível quanto é gerado e como é tratado e armazenado o rejeito radioativo no território nacional, permitindo a essas gerações opções para continuidade do uso da energia nuclear.
  • Cumpre os compromissos internacionais – Convenção Conjunta para a Segurança em Gerência de Rejeitos Radioativos junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 “O repositório é um empreendimento que deve atender às expectativas dos geradores de rejeitos, dos reguladores e do público em geral.”

É importante lembrar que a implantação do repositório será um grande marco para a consolidação do setor nuclear do País, uma vez que garantirá uma solução segura para a deposição e gestão dos rejeitos de baixa e média atividades que são produzidos em todo território nacional. Além disso, os dois grandes empreendimentos nucleares no país no momento – o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e a Usina Nuclear de Angra 3 (em construção) – dependem da implantação desse repositório para obtenção de suas respectivas licenças de operação. O time IEBT se orgulha de fazer parte da trajetória desse projeto tão importante para o País.



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